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Todos os direitos reservados e protegidos pela lei 9. Eis aqui um romance de adolescência. No interior dessa vertente, o primeiro romance de Caio Fernando Abreu distingue-se por ser um romance sobre a adolescência escrito por um quase ainda adolescente, um pós-adolescente. Caio tinha apenas dezenove anos quando escreveu Limite branco. Na prosa ficcional desse primeiro Caio, a literatura quer nascer em contigüidade imediata com o viver e o ponto de vista do narrador se estrutura em contiguidade imediata com o da pessoa física do autor.

O personagem Maurício é um alter ego de Caio. De que outra forma poderíamos classificar o texto de uma Clarah Averbuck, por exemplo? O suporte blogueiro, possibilitando uma simultaneidade muito maior entre o escrever e o viver, leva a um tipo de. Banal, porém sofrido. Nada mais adulto que a literatura de Hilda Hilst. Fica retrato chapado do clichê do futuro escritor como adolescente desajustado.

Seja como for, em Limite branco o que interessa mesmo é a primeira pessoa enquanto fato estético, é a escrita do eu como essência da literatura hoje. Uma escrita visceral. É nesse sentido que se pode aproximar a escrita do eu em Caio à matriz clariceana.

Mas o Robinson da prosa de Caio é bem diferente. Robinson Crusoé era ele, enrolado no pelego do quarto do vovô O papagaio era uma galinha descuidada que se escapara aos olhos da empregada Sextafeira era uma acha de lenha enegrecida pelo fogo, com uma rutilante dentadura de casca de laranja Porém, a escrita do eu em Caio busca afastar-se de Drummond e Clarice e aproximar-se de Graciliano. Esse foi um conflito que Caio sempre teve em vida.

Daí que a poética de sua prosa é basicamente a do correlato objetivo. Nesse sentido, sustento a hipótese de que os melhores. Passemos agora à geopolítica do sujeito. Mas nós, leitores brasileiros, sabemos que a cidade para onde o menino interiorano Maurício se muda é Porto Alegre. Primeiros rudimentos de uma estética da cidade. Chamo de leitor robinsoniano aquele ou aquela que gosta de ler como forma de viajar. A deriva de Maurício o leva a querer o rio. O Guaíba, de Caio Fernando Abreu.

Da obra e da vida. A volta do Gasômetro. A beira do Guaíba. Os leitores que. É no tempo-espaço da deriva urbana que reside o nosso tanto de adolescente permanentemente. A eles — que acreditaram em seus sonhos, e por isso me fortalecem — o livro continua dedicado.

O momento histórico em que se passa mal e mal aparece no livro: ele é intimista, voltado quase exclusivamente para dentro. É um livro antiquado, concordo.

É também um livro imaturo. Maurício, visto hoje, parece um Peter Pan vagamente virgem, aterrorizado com a possibilidade de tornarse adulto. Até mesmo seu erotismo e ambigüidade sexual aparecem cobertos por uma capa de onirismo que beira a hipocrisia.

O livro acaba quando a realidade bate à porta. De uma forma ou outra, suponho,todo mundo um dia passa por isso.

Mesmo os que, como eu, tentam prolongar a adolescência indefinidamente Este é um tempo de silêncio. Tocam-te apenas. E no gesto te empobrecem de afeto. No gesto te consomem. Hilda Hilst. Passava-as devagarinho pelo rosto, sem conseguir distinguir qual seria o mais escaldante daqueles dois contatos.

Ou seria frio? Seria frio aquele roçar de pele contra pele? Febre, tenho febre, pensou. E as palavras eram algo sólido, uma certeza onde poderia segurar-se. Tenho febre, repetiu sem voz. Sentiu um gosto salgado. Das faces desciam pelo pescoço, molhavam o peito, o ventre, as coxas, os pés, escorregavam para dentro e fora dele. Estavam nele, junto com ele — eram ele próprio. O medo. E eu só tenho a mim, eu só tenho a mim, repetiu, voltando a cair sobre a cama.

Era só um pesadelo. Que ia passar, como passam os pesadelos. Um sonho pesado porque comera demais na véspera. Mas quando fora isso, a véspera? As paredes vazias pareciam arreganhar os dentes com indagações: vamos, diga, quando foi a véspera? Timdom, tim-dom, tim-dom: eram os suspiros compassados do tempo, que dormia no bojo do relógio. Com suas bocas abertas, as paredes engoliam os sons. Doloridas, as suposições galopavam em sua cabeça.

Todas traziam consigo a palavra que lhes negava a própria clareza: talvez. Talvez, repetiu. E era só o que sabia. Sabia que o relógio estava do seu lado. Tornou a erguer o corpo na cama. E com tanta força que a voz quase saiu. Desejou que o relógio tocasse novamente. Seria bom, seria vivo ouvir um som, qualquer som, mesmo aquele tim-dom inexpressivo, monótono. Queria um som. Mas o silêncio era espesso como uma porta de ferro, nada o transpunha. Ah, ele sabia que se conseguisse ouvir algum som, seria o primeiro passo.

Depois, fatalmente, viriam outros. Um terceiro, um quarto e um quinto passo até as janelas se abrirem para deixar entrar luz e vento. Tentou falar. Mais uma vez descobriu que estava sem voz. Levou os dedos até a cabeceira da cama. Era madeira, verificou, sentindo a aspereza oculta pela camada de verniz.

Primeiro devagar, como se apenas experimentasse a consistência, depois com mais força, mais e mais. Sentia os dedos esfolados, os pulsos exaustos, as unhas ferindo a madeira. Sem resultado. Parecia que todas as coisas estavam envoltas por uma fina.

Pensou em levantar-se. Estava muito fraco. Voltava a ser um pequeno corpo humilde, perdido no meio da viscosidade das cobertas. Vinha o medo frio, vinha o medo lento. Primeiro uma carícia brincando nos tornozelos, leve arrepio subindo pelas pernas, arrepiando as coxas. No ventre, solidificava-se feito compressa de carne mole, gelada. Um grito que quebrasse as paredes, arrebentasse o teto, como um cavalo selvagem. Mas junto vinha também o cansaço recolhido no fundo do corpo, recusando-se a atender o pedido.

Enfurecido, o medo escalava o pescoço, fazia estalar a cabeça. Sem empenho, porque jamais seria atendido. E, de repente, a dor cessava. Maurício encolheu-se devagarinho, começou a chorar.

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