Anal

Pornografia de velhos modelos sem nudez

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

Milf japonesa sofia rosa nude
modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

modelos velhos nudez de pornografia sem

This article focuses on images of nude female bodies that circulate today within the media, and on the internet in particular. Prime attention is given to the images that women publish as self portraits. From a genealogical perspective, we examine the politicization involved in a new set of practices, diverse but recent, and how they impact on current redefinitions of beauty standards and criteria defining what is considered to be obscene.

Nesse universo figuram atrizes e modelos famosas, mas também todo tipo de "anônimas" que publicam seus selfies na internet, chegando até aos coletivos organizados como Femen , Marcha das Vadias , Free the Nipple ou Pedalada Pelada entre muitos outros. Do que se trataria, pois, é de colocar em jogo "a maior arma que as mulheres têm, o poder do feminino, a potência de nossa beleza e nudez para acordar nossos líderes masculinos e detê-los em suas corridas".

Esse vínculo entre o novo tipo de protestos e a feminilidade também é sublinhado por Philip Carr-Gomm Esse olhar leva a constatar que a figura humana talvez tenha sido "desde sempre, o objeto de arte por excelência", conforme sugere Henry-Pierre Jeudy Tais corpos, por sua vez, admiravam com reverência - e convenientemente vestidos - essas obras expostas de modo monumental.

Contudo, essa aparente incongruência pode ser explicada; ou pelo menos, tem se tentado fazê-lo com variados argumentos. A artística nude , tradicionalmente associada à beleza - como um casto véu estético capaz de recobrir qualquer infâmia -, estaria isenta daquele incômodo emanado pela mais crua e simples nudez corporal naked , decorrente do ato de escancarar um corpo vergonhosamente "desvestido" Clark, Parece possível associar a primeira categoria ao recém-mencionado nude de Clark, e a segunda ao seu naked.

Mas isso só é possível porque nesses atos se juntam duas tendências aparentemente contraditórias. Até agora, mais de doze mil pessoas participaram do evento, que consiste em fazer fila na porta das lojas durante horas, vestindo apenas roupa íntima, para experimentar os saldos da temporada e levar, de graça, até duas peças da marca.

Outros casos similares também convocam multidões em diversas partes do planeta. Trata-se, portanto, de argutas apropriações comerciais de um terreno ainda novo, que neste início de século tem sido habilmente aproveitado para expressar protestos de cunho político. Por que, e em que medida, ele "funciona"? Vale observar, agora, um caso que expõe essa complexidade. Eis a proposta: "isso é o que oferece a Revista Nude , que segue os padrões das publicações mais conceituadas do mercado".

Apesar de parecerem opostas, ambas as reações confluiriam na persistência do mesmo problema, de acordo com a vertente do feminismo endossada pela pesquisadora inglesa: desativar certas potências dos corpos retratados. Agora, muitas vezes, o fazem inclusive ultrapassando seu tradicional papel de meras modelos que posam para artistas e espectadores do gênero masculino. Por isso, emerge agora o que Frances Borzello tem denominado " naked nude ", algo como "nu desnudado".

Com o fim de detectar alguns dos sentidos dessas transformações, além de mapear de modo cuidadoso e abrangente o fenômeno contemporâneo, vale a pena recorrer também à perspectiva genealógica. Com esse arsenal metodológico, pretende-se confrontar as mudanças que foram afetando os "modos de ver" e, portanto, produzindo transformações nos "regimes de visibilidade", particularmente no que se refere às imagens de nudez - sobretudo, as femininas - e às suas conotações eróticas ou mesmo obscenas.

Esse mesmo argumento é explorado por Michele Haddad , que desentranha algumas características do nu artístico em seu período de auge: o século XIX. A historiadora sublinha o equilíbrio sempre ameaçado entre as "divinas" nude e as "impuras" naked que os artistas da época - quase sempre de gênero masculino - obcecaram-se por representar em suas telas e esculturas. De fato, uma das "boas causas" defendidas pelos corpos que hoje adoram se exibir é, precisamente, o direito de que qualquer um - ou melhor: qualquer uma - possa mostrar seu corpo nu, para além dos limites do espaço privado ao qual os "processos civilizatórios" o relegaram nos primórdios da era moderna Elias, ; Bologne, ; Vigarello, Essa seria, justamente, "a graça do projeto".

É o que ocorre em Me in my place , por exemplo, onde qualquer uma pode se exibir em sua própria casa fazendo tarefas cotidianas sem roupas ou como desejar, à vontade. Num tom um tanto mais apimentado, projetos como I shot myself ou I feel myself hibridizam suas ambições artísticas com aquilo que se convencionou em chamar "pornografia amadora". O primeiro estimula suas colaboradoras para que "subvertam o paradigma" ao se fotografarem nuas, "usando sua criatividade para transcender a banalidade estereotipada da pornografia".

O segundo mostra vídeos de mulheres se masturbando, também disponibilizados pelas próprias protagonistas. Com o título Under the red dress , o projeto tinha como meta "compartilhar a experiência e ajudar os outros a tomar medidas preventivas".

Em consequência, cerca de cem "amigos" deixaram de segui-la e alguns até a denunciaram, clamando por censura. Nesse caso, trata-se de uma jovem que posou nua para o projeto Apartamento Ela contou que o namorado ficou "chocado" quando soube, mas foi apenas um susto inicial: "hoje todo o mundo acha normal", declarou a moça em seguida, alegando inclusive que seus pais "mostram as imagens nas festas de família" e que seus filhos "também adoram".

Um dos pioneiros é a França, que em aprovou um projeto desse tipo. Uma jornalista perguntou se a foto tinha sido editada. Nessa pudica tarefa, o polimento digital cria uma nova pele: "completamente lisa e imaculada". Esse reconhecimento derruba, pelo menos em parte, as reivindicações políticas do alegre desnudamento "autêntico" hoje em voga. No entanto, para poder ter acesso ao cada vez mais almejado nude ainda é preciso ser divina. Tais ambiguidades têm raízes ancestrais em nossa cultura, embora se transformem com as reviravoltas históricas e, como decorrência desse movimento, se desdobrem agora de modos inesperados.

Por isso, a perspectiva genealógica aqui adotada tem focalizado certos fatores históricos que participaram dessas alterações, imprimindo suas peculiaridades no fenômeno contemporâneo.

Milhares de pessoas aderiram à chamada divulgada pela internet, comprometendo-se a participar nessa jornada de desnudamento parcial, porém em massa, na qual as brasileiras defenderiam seu direito a fazer topless nas praias do país. Tornou-se habitual, por exemplo, definir a contemporaneidade como uma era na qual se vivencia um fenômeno original: o "culto ao corpo". Diversos vetores contribuem, logo, para alimentar esse aparente paradoxo do estatuto do corpo humano na contemporaneidade, ao mesmo tempo cultuado como uma imagem idealizada e altamente codificada, e desprezado em sua materialidade carnal que alicerça todas as experiências vitais.

Esses corpos cultuados, por sua vez, "colocam-se a nudez como uma veste quando tiram a roupa, trocando assim um traje por outro" Danto, , aludindo à fotografia de uma modelo "que parece completamente vestida em seu corpo nu".

Tendo em vista esse contexto, a tarefa de desnaturalizar tais verdades por meio das ferramentas genealógicas se tornou mais complicada e, ao mesmo tempo, mais urgente, devido à enorme relevância do corpo na cultura contemporânea e à sutileza das amarras imagéticas desenvolvidas pelos mais novos dispositivos de poder. Nesse sentido, haveria nessas novas estratégias - que contestam, de diversos modos, tais imagens e discursos mais naturalizados - uma visceral "raiva do espelho", como apontou Henry-Pierre Jeudy.

É nesse sentido que elas podem constituir novas respostas ao arguto e condicionado "fique nu" pronunciado por Foucault em Buenos Aires: Adriana Hidalgo, Modos de ver. Rio de Janeiro: Rocco, História do pudor. Lisbon: Teorema, The naked nude. A brief history of nakedness. Londons: Reaktion Books, El desnudo.

Madrid: Alianza, La madonna del futuro. Barcelona: Paidós, O processo civilizador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, In: Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, Rio de Janeiro: Record, La divine et l'impure: Le nu au XIXe. Paris: Jaguar, O corpo como objeto de arte. A complex delight: The secularization of the breast, Berkeley: University of California Press, NEAD, Lynda.

El desnudo femenino. Madrid: Tecnos, Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, Visualidades hoje. Entre a Virgem medieval e as silhuetas contemporâneas.

O limpo e o sujo: Uma história da higiene corporal. This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution Non-Commercial License, which permits unrestricted non-commercial use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited. Services on Demand Journal. Dossiê Percursos Digitais: Corpos, Desejos, Visibilidades A nudez autoexposta na rede: deslocamentos da obscenidade e da beleza?

Deslocamentos e redefinições em luta Com o fim de detectar alguns dos sentidos dessas transformações, além de mapear de modo cuidadoso e abrangente o fenômeno contemporâneo, vale a pena recorrer também à perspectiva genealógica.

Recebido: 31 de Janeiro de ; Aceito: 24 de Março de How to cite this article.

8 Comment

  • Uma jornalista perguntou se a foto tinha sido editada. Barcelona: Paidós, De fato, uma das "boas causas" defendidas pelos corpos que hoje adoram se exibir é, precisamente, o direito de que qualquer um - ou melhor: qualquer uma - possa mostrar seu corpo nu, para além dos limites do espaço privado ao qual os "processos civilizatórios" o relegaram nos primórdios da era moderna Elias, ; Bologne, ; Vigarello, Dossiê Percursos Digitais: Corpos, Desejos, Visibilidades A nudez autoexposta na rede: deslocamentos da obscenidade e da beleza? Rio de Janeiro: Ed. Henrique Augusto Nogueira Sandoval Migalheiro desde
  • Acesso em: 30 set. Entre a Virgem medieval e as silhuetas contemporâneas. Paris: Jaguar, Acesso em 30 set. NEAD, Lynda. La divine et l'impure: Le nu au XIXe. Mallet Editora.

Leave a Comment

Privacy Settings
We use cookies to enhance your experience while using our website. If you are using our Services via a browser you can restrict, block or remove cookies through your web browser settings. We also use content and scripts from third parties that may use tracking technologies. You can selectively provide your consent below to allow such third party embeds. For complete information about the cookies we use, data we collect and how we process them, please check our Privacy Policy
Youtube
Consent to display content from Youtube
Vimeo
Consent to display content from Vimeo
Google Maps
Consent to display content from Google